Informativo Nº 32 - Ano 5 - 2004
  Edição                            Nº 32 - Ano 5 - 2004
EDITORIAL
Nesta Edição apresentamos o Brazilian Fruit Festival que promoverá frutas in natura, além de polpas congeladas e sucos processados em 16 paises . No MERCANOTAS você verá o mais recente COMPARATIVO DAS EXPORTACÕES DE FRUTAS FRESCAS JANEIROJUNHO 2003/2004 Em FLASH várias Notas e Curiosidades Fique de olho nas noticias do Setor, nos mandem sugestões e comentários... e Boa Leitura!

Exportação de frutas ganha incentivo com campanha em 16 países

O Carrefour, o Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF) e a APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações do Brasil, vinculada ao MDIC) iniciam, em julho, uma ação de promoção comercial em 16 países da Europa, Oriente Médio, Ásia e Américas com o objetivo de ampliar as exportações de frutas do Brasil e diversificar a pauta de comércio exterior, inserindo novos produtos e empresas, bem como novos países de destino.

É o Brazilian Fruit Festival que divulgará frutas in natura , além de polpas congeladas e sucos processados. O projeto acontece inicialmente na Bélgica, Polônia e Espanha e, em 2005, será levado a outros 16 países onde o Carrefour atua. Estão previstas ações de marketing, exposição e venda de produtos que estarão dispostos em locais nobres das lojas e destacados nos tablóides dos hipermercados e em outdoors. A partir de agosto, frutas e sucos poderão ser degustados nas unidades do Carrefour e demonstrados por vendedores brasileiros, recrutados localmente. Atividades de relações públicas estão previstas com o intuito de que o projeto seja também conhecido pelos formadores de opinião.

O Grupo Carrefour atende, hoje, cerca de dois bilhões de clientes. Sua bandeira está em mais de 9.000 lojas, espalhadas em 26 países - é a maior rede de varejo do mundo. “Vamos aproveitar nossa condição de rede mundial para dar oportunidade para bons produtores brasileiros mostrarem lá fora o sabor especial das frutas e sucos produzidos por aqui”, afirma Arnaldo Eijsink, diretor de agronegócios do Carrefour.

“Antes, o apoio dividia-se entre participação em feiras internacionais, cursos e produção de material promocional. Agora, as frutas chegarão nas gôndolas do varejo,

direto para os consumidores. Será uma grande oportunidade de evidenciar a nossa qualidade”, observa Moacyr Saraiva, presidente do IBRAF.

O Brazilian Fruit Festival terá a participação de cerca de 60 produtores de frutas como manga, mamão papaya, melão, uva de mesa, maçã, limão tahiti, banana prata e abacaxi branco. A expectativa do presidente da APEX-Brasil, Juan Quirós, é que este número aumente significativamente ao longo da execução do programa, podendo chegar a mais de 100 empresas e várias centenas de fornecedores de frutas envolvidos. A seleção dos participantes está sendo feita pelo Carrefour, que chamou fornecedores de frutas - especialmente do Programa Garantia de Origem -, e pelo IBRAF, através do Projeto Setorial Integrado que desenvolve com a APEX-Brasil.

Eijsink estima que os produtores credenciados ao programa exportarão nos próximos dois anos o equivalente a US$ 10 milhões para as lojas do grupo. O volume é superior à exportação de frutas do Carrefour feitas em 2003, de US$ 9 milhões.

As ações do Brazilian Fruit Festival dão continuidade ao apoio da APEX-Brasil ao setor que envolve, sobretudo, ações de mobilização e capacitação dos produtores de frutas para exportação, o desenvolvimento da Marca Setorial do Projeto – “Brazilian Fruit” – e a participação em eventos no exterior.

Ações estratégicas

Ações diretas ao consumidor têm sido importantes e efetivas na promoção comercial. Assim como o projeto ‘Brazil 40 Graus' na Inglaterra, e o Brésil Festival na França, a APEX-Brasil apóia mais uma atividade comercial voltada diretamente ao consumidor, divulgando a Marca Brazil. “Pretendemos cada vez mais trabalhar na divulgação da qualidade dos nossos produtos, estabelecendo estratégias de promoção comercial que ajudem setores como o de frutas a se manterem superavitários”, explica Juan Quirós, presidente da APEX-Brasil.

A balança comercial de frutas frescas fechou 2003 com um saldo de US$ 267 milhões (US$ 335 milhões de exportações e US$ 68 milhões de importações), 39% a mais que em 2002. O incremento aconteceu, basicamente, devido a significativos aumentos nas exportações de uva (77%), limão (71%), abacaxi (59%), melão (54%), manga (44%) e mamão (35%). De janeiro a junho de 2004 o aumento das vendas externas bateu em 23% o mesmo período de 2003. Até o final de 2004, a meta de exportação do projeto é de US$ 357,2 milhões.

MERCANOTAS
Garantia de bons negócios!

O Mercanotas apresenta: Comparativo das Exportações de Frutas Frescas 1º Semestre . Confira!

O comparativo das exportações de frutas frescas apontam um crescimento de 18 % em valor e de 4 % em volume. O maior responsável pelo aumento dos valores e volumes exportados é a maçã, que obteve 86 % de crescimento em valor e 94 % em volume. Merecem destaque também o Abacaxi com um crescimento de 316% em valor e 252% em volume e o limão com 19% e 29% em valor e volume respectivamente.

Devido desuniformidade da floração nas propriedades nordestinas no inicio do ano, a oferta de manga foi baixa até junho. Todo esse cenário se deve às chuvas de janeiro, que dificultaram as induções florais. As exportações registraram diminuição de aproximadamente 41 % em volume e 36 % em valor no primeiro semestre. A safra deve acontecer entre meados de setembro à novembro.

Outro setor que está com a oferta de volume afetado é o mamão. Os motivos da pouca oferta é a estação do inverno que atrasa a maturação dos frutos.Com a baixa produção ficou difícil atender aos pedidos internacionais. Estima-se que o volume exportado em maio tenha suprido apenas 50 % da quantidade demandada pela Europa e Estados Unidos. A previsão é que as vendas externas se estabilizem somente em agosto ou setembro, com encerramento da estação fria e regularização da maturação.

Em junho, a maior parte dos produtores de Uva da região de Petrolina e Juazeiro terminam a colheita e encerram também as exportações do primeiro semestre. Nesse ano as vendas internacionais ficaram abaixo do esperado. Mesmo com a diminuição das chuvas e melhoria da qualidade, os produtores e exportadores ficaram receosos em embarcar um produto inferior. As exportações registraram queda de aproximadamente 6 % em valor e 26 % em volume comparado ao mesmo período do ano passado.

Outras frutas que tiveram quedas em suas exportações foram, Melão com 12% e 23% e banana com 23% e 29% em valor e volume respectivamente.

FLASH! Fique por dentro do que acontece no setor!

CERTIFICAÇÃO DA CASTANHA PARA EXPORTAÇÃO

Publicadas, a Instrução Normativa nº 12 , que estabelece a obrigatoriedade da emissão do Certificado Sanitário específico para o controle de contaminantes para a exportação de Castanha do Brasil, e a Instrução Normativa nº 13 que estabelece, através de Regulamentos Técnicos, os critérios a serem adotados para se realizar e certificação da castanha para exportação.

Para maiores informações as Instruções Normativas mencionadas acima podem ser obtidas na Seção 1 do D.O.U. do dia 28 de maio de 2004 no site: http://www.in.gov.br/

No dia 09 de junho o Brasil recebeu o relatório da Comunidade Européia relativo à Missão Européia da Castanha do Brasil. O saldo do trabalho desempenhado pelas autoridades brasileiras foi positivo. No relatório a UE identifica inúmeras melhorias alcançadas para evitar a contaminação da castanha por aflatoxina. O Brasil tem o prazo de dois meses para fazer comentários acerca do relatório europeu.

Matéria Publicada no CIV INFORMA - Coordenação de Inspeção Vegetal / DDIV/SDA

SUCOS

O CIV Coordenação de Inspeção Vegetal em parceria com o Instituto Brasileiro das Frutas– IBRAF , com a
Associação Brasileira de Exportadores de Cítricos – ABECITRUS e com a Associação das Indústrias Processadoras de Frutos Tropicais – ASTN

Pretendem incrementar a qualidade dos sucos de frutas nacionais seja através da implantação do sistema APPCC nas indústrias, seja através do estabelecimento de propostas consistente de Padrões de Identidade e Qualidade para ser defendida junto ao Codex Alimentarius.

A comunhão de interesses é a principal causa do sucesso dessa iniciativa. Enquanto o governo busca garantir o fornecimento de produtos seguros e de qualidade, a iniciativa privada, além disso, busca manter-se competitiva e apta a conquistar novos mercados.

Boas Vindas aos
NOVOS ASSOCIADOS do IBRAF

B&A GESTION
e
RUETTE SPICES LTDA

Você sabia que...

Comer frutas pode evitar deterioração da visão

21 de Junho de 2004 Entre indivíduos com idade de 65 anos ou mais, a degeneração macular tardia relacionada ao envelhecimento é uma importante causa de perda de visão que afeta severamente a qualidade de vida. Um novo estudo publicado na revista Archives of Ophthalmology indica que comer frutas pode proteger contra a degeneração macular, uma doença ocular que pode conduzir à cegueira. Os investigadores norte-americanos que realizaram o estudo acompanharam mais de 118 mil pessoas durante 18 anos e concluíram que aquelas que consumiram mais de três frutas por dia tinham menos 36% de possibilidade de desenvolver a doença, do que as que comeram menos de uma fruta e meio por dia.
Fonte: Archives of Ophthalmology Vol. 122 No. 6, June 2004

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Expediente: Secr. Executiva Valeska de Oliveira
Colaboração: Eng. Agr. Maurício Ferraz, Leonor Mendonça de Barros e Amanda Polatto Paulin
 


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