Informativo Nº 36- Ano 6 - 2005 www.brazilianfruit.org
 Edição                            Nº 36 - Ano6 - 07/2005

Editorial!

O Fruit News deste mês vem com várias novidades do setor, como as ações do Turismo Receptivo, o Mercanotas traz uma matéria da revista Hortifruti sobre as medidas que devem ser tomadas para aumentar o consumo e a comercialização de frutas; e para fechar, no Flash você pode conferir o potencial do cultivo de uvas sem sementes.

IBRAF Adota Novas Estratégias de Promoção para as Frutas Brasileiras

A fruticultura é um dos segmentos do agribusiness que mais tem crescido nos últimos anos, devido aos investimentos realizados para a promoção do setor no mercado internacional. Apesar deste crescimento, as exportações de frutas brasileiras ainda representam uma pequena parcela do comércio mundial, longe da grande potencialidade produtiva da fruticultura nacional, o que demonstra a necessidade de implementação de novos esforços com esta finalidade
Neste sentido, destaca-se, o setor hoteleiro por dispor de um extraordinário fluxo turístico internacional correspondente a cerca de 3,5 milhões de turistas estrangeiros/ano, somente nos estados de São Paulo (1,3 milhões/ano) e do Rio de Janeiro (2,2 milhões/ano), sem contar com o importante portal de entrada nordestino, responsável por mais um significativo fluxo de estrangeiros.
É neste ambiente que ocorre os primeiros contatos do turista com a gastronomia nacional, oportunidade em que, além de ter acesso ao cardápio da cozinha brasileira ele irá degustar, nos tradicionais cafés da manhã e demais refeições, uma diversidade de espécies de frutas, muitas vezes desconhecidas para ele.
Diante deste cenário, o IBRAF em parceria com a APEX-Brasil, desenvolveu a campanha “Turismo Receptivo” que pretende com a exposição e degustação de frutas fidelizar o turista estrangeiro que visita o país.
A ação se dará, junto a turistas estrangeiros, hospedados nos hotéis de quatro e cinco estrelas selecionados das capitais: Salvador, Fortaleza, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro.
As degustações são realizadas por recepcionistas bilíngües que tem a função de instruir os hóspedes sobre a forma correta de consumir as frutas, armazená-las, bem como suas características nutricionais.
Serão utilizados produtos que já vêm sendo motivo de promoção no exterior, dentro do Projeto IBRAF/APEX-Brasil: manga, uva, papaia, maçã, limão e melão, cuja degustação se dará nas formas “in natura” e em sucos.
Decoração com frutas no Hotel Fiesta
MERCANOTAS
Garantia de bons negócios!
ESTIMULAR O CONSUMO É A REGRA Nº 1
Na edição deste mês, Revista Hortifruti Brasil lançou o desafio de apontar algumas iniciativas que devem ser tomadas para que o setor cresça juntamente com a rentabilidade de todos os envolvidos na produção e comercialização de frutas e hortaliças. Dentre os diversos pontos elencados um merece destaque: o desenvolvimento do mercado consumidor.
Ações de marketing visando estimular o consumo dos hortifrutícolas são fundamentais, pois só com o aumento da demanda será possível escoar a produção sem que os valores dos produtos sejam pressionados. Nos últimos anos, as altas de preços dos hortifrutis estiveram sempre atreladas à redução momentânea da oferta. O ideal seria que a oferta estivesse ajustada ao consumo, garantindo que a rentabilidade dos agentes se mantivesse positiva e estável. Para que essa meta seja alcançada, o desafio principal é estimular o consumidor a comprar mais.
Nos últimos 10 anos, a oferta disponível no mercado interno por pessoa cresceu 2%. Já o preço real ao produtor caiu 45% em dólar, e a área reduziu em 6%. Como conseguimos então elevar a oferta? Com a maior produtividade obtida nas lavouras, com o aumento do uso da tecnologia no campo.
Mesmo com a previsão de crescimento de 15 milhões de pessoas no Brasil para 2010, totalizando em 195 milhões de pessoas, o aumento previsto em produtividade será mais que suficiente para atender à maior demanda, sem que seja necessário aumentar a área. Em alguns casos, a área deve até mesmo reduzir com a elevação da produtividade e a saída de pequenos produtores do mercado.
Sem dúvida, precisamos continuar investindo em produtividade, qualidade e no gerenciamento das propriedades, mas o individualismo do produtor, mesmo do maior e do mais eficiente, não será garantia de uma rentabilidade positiva e estável no futuro. Começar a olhar mais para “fora da porteira”, atuando coletivamente em ações em prol da necessidade dos consumidores ou em estratégias de aumento da demanda é o grande conselho da Hortifruti Brasil para todo o setor.
A organização dos produtores, por exemplo, é fundamental para a articulação entre os agentes do setor e também com outros segmentos. Deve-se voltar a pensar na comunidade rural, restabelecendo laços de confiança entre os produtores e trabalhando em grupo para que todos andem para frente.
Com mais organização, ficará mais fácil cobrar do governo e dos demais setores a ajuda necessária para um plano estratégico de crescimento sustentável para o setor. Há ações conjuntas em que todos se beneficiam, como maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento da produção e na produção, bem como em marketing institucional do produto, no intuito de estimular o consumo de frutas e legumes.    
   Margarete Boteon e Carolina Dalla Costa
Fonte: Revista Hortifruti Brasil/Cepea Ano 4 - n 36 - Junho de 2005
A Hortifruticultura nos últimos 10 anos
Ano
Área
Plantada
(mil há)
Produção
(milhões de t)
Produtividade
(t/há)
Disponível
no
mercado
interno
(kg/pessoa)
Valor da
produção
(US$/t)
Exportação
(mil t)
1994
988
15
15
79
320
148
1995
986
15
15
79
272
74
1996
966
13
14
70
219
115
1997
1,015
15
14
74
218
121
1998
1,009
14
14
73
249
187
1999
998
16
16
77
140
224
2000
977
15
16
75
163
236
2001
963
17
17
79
166
342
2002
977
18
19
85
142
498
2003
974
18
19
84
145
586
2004
925
18
19
80
180
507
Variação
nos últimos
6%
22%
30%
2%
44%
243%
10 anos
FLASH! Fique por dentro do que acontece no setor!
   
Epamig mostra potencial do cultivo de uvas sem sementes
Frutas brasileiras recebem sinal verde de países do sudoeste asiático

O dia de campo sobre uvas apirênicas, realizado em junho pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), na Fazenda Experimental de Mocambinho, dentro do Projeto Jaíba, entusiasmou os empresários e produtores rurais. "
A potencialidade para produção de uvas apirênicas, aqui no Jaíba, é imensurável e, por isso, imensurável é, também, o lucro que ela pode dar aos seus produtores", disse Áureo Pedro dos Santos, 58 anos, empresário do setor de fruticultura em Livramento de Nossa Senhora, na Bahia.
    A Epamig, que tem em Mocambinho cerca de 0,5 hectare de uvas sem sementes (para mesa), apresentou aos participantes do Dia de Campo em Mocambinho as palestras: "Custos de implantação e produção de videiras sem sementes"; "Preparo, correção do solo e adubação das videiras"; "Controle das principais doenças da videira"; e "Comportamento de cultivares de videiras apirênicas sobre diferentes portas – enxertos no Jaíba".
    Os resultados práticos do dia de campo deixaram os empresários/produtores muito entusiasmados. "Podemos destacar que o cultivo das uvas introduzidas é viável nas condições do Jaíba", diz Murillo Albuquerque, coordenador do Programa de Pesquisa "Uva sem sementes no Projeto Jaíba". A faixa de produtividade varia entre 11 e 23 toneladas por hectare. Esses resultados abrem nova alternativa de exploração agrícola para o Projeto Jaíba. "A uva sem semente permite receitas superiores aos R$ 50 mil por hectare.      Além disso, elas requerem emprego de mão-de-obra especializada em larga escala e geração de riquezas, tanto pela comercialização no mercado interno quanto para exportação", conclui o pesquisador da Epamig.
    Por sua vez, o chefe do Centro Tecnológico da Epamig no Norte de Minas, Marco Antônio Viana Leite, destaca que "as uvas apirênicas têm alto valor agregado". Portanto, esses produtos estão dentro das expectativas de consumo da populaçãode poder aquisitivo mais elevado e que está disposta a pagar um preço maior por um produto de melhor qualidade.
   A prospecção de demanda é realidade na Epamig, e é em função deste trabalho que a empresa levou para o Norte do Estado informações para início da produção de uvas apirênicas. "Diante disso, concluímos que a tecnologia gerada viabiliza o atendimento a esse nicho de mercado e traz uma nova opção de cultivo para os produtores do Projeto Jaíba, possibilitando a entrada de divisas para o município e, conseqüentemente, gerando emprego e renda", diz Marco Antônio. (Fonte:www.abanorte.com.br)
    O governo brasileiro recebeu a aprovação dos governos da Indonésia, Tailândia, Filipinas e Vietnã para o comércio de frutas com certificado fitossanitário. Segundo o técnico do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Gilson Cosenza, as negociações com os países do sudoeste asiático foram iniciadas no ano passado.    
    Cosenza disse que Indonésia, Tailândia, e Filipinas mostraram maior interesse pela maça e uva brasileiras. Por sua vez, o Vietnã deve abrir o seu mercado para todas as frutas nacionais.
    A fruticultura brasileira passa pelo seu melhor momento histórico e é cada vez maior a competitividade de frutas brasileiras como a maçã, morango, melão, uva, mamão, citros e abacaxi no mercado externo.

(Fonte: Circuito Agrícola).

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