Informativo Nº 43- Ano 7- 2006 www.brazilianfruit.org
 Edição                            Nº 42- Ano 7- 12/2006

Editorial!

Nesta edição do Fruit News, abordamos a parceria entre IBRAF e ABDI para fomentar o setor de frutas processadas. No Mercanotas analisamos as exportações de frutas frescas que, devido a problemas climáticos e a valorização do real perante o dólar, está afetando o embarque de algumas frutas. Para o Ponto de Vista convidamos Gabriel Vicente Bitencourt de Almeida - Engenheiro agrônomo do Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp – que aborda a importância em oferecer frutas com qualidade. O Flash traz as principais notícias do setor. Boa Leitura!

IBRAF e ABDI lançam plano de desenvolvimento para frutas processadas

O Brasil é o segundo maior mercado da América Latina na produção de sucos, néctares e drinques, com produção estimada em 1 bilhão de litros. Alessandro Teixeira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), acredita que “o setor tem competitividade e com o trabalho de incorporação de tecnologia, será um setor prioritário e protagonista no comércio internacional”. Essa análise foi feita durante assinatura do convênio para a implementação do Plano de Desenvolvimento Setorial – PDS, celebrado em junho, em São Paulo, SP, durante a Fispal Tecnologia – Feira Internacional para o Desenvolvimento das Indústrias de Alimentos e Bebidas. O convênio, parceria entre a ABDI e o IBRAF, terá um investimento conjunto de R$ 1,26 milhão e visa fortalecer o setor de frutas processadas – principalmente a indústria de polpas e sucos.

O PDS é um dos instrumentos de formulação e execução da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE). Voltado para o setor de frutas processadas, o Plano está fundamentado em um planejamento estratégico para a gestão e operação da cadeia agroindustrial das frutas. Visa contribuir para o desenvolvimento regional dos diversos pólos frutícolas do país, bem como reforçar o elo com a indústria de alimentação (sucos, laticínios, sorvetes, etc), mediante o fornecimento de polpas industriais em quantidade e qualidade adequadas para esse segmento, pretende-se também desenvolver a indústria de polpas e sucos de frutas tipicamente brasileiras e ampliar a inserção internacional de produtos brasileiros.O fortalecimento do setor também será apoiado mediante criação de sistema de informações, clínicas técnicas para produtores de transformação primária e estudo tecnológico de qualidade e segurança alimentar de polpas de frutas (manga, mamão, açaí e cupuaçu).

Moacyr Saraiva Fernandes, presidente do Ibraf, acredita que o PDS será uma importante contribuição para o crescimento do setor. “O Plano vai promover o desenvolvimento e a consolidação da agroindustrialização de frutas no segmento de produção de sucos e polpas, com a implementação de projetos multisetoriais nos principais pólos frutícolas do Brasil, mediante o ordenamento das atividades inerentes das cadeias produtivas de forma integrada e participativa”, afirma.

O PDS para o setor de frutas processadas está inserido no Macroprograma Indústria Forte da ABDI, cujo eixo de ação é o fortalecimento e a expansão da base industrial brasileira. As empresas beneficiadas com o PDS de frutas processadas estão distribuídas em todo o território nacional, com 4,8% das empresas localizadas no Norte, 48,2% no Nordeste, 5,9% no Centro Oeste, 32,7% no Sudeste e 8,3% no Sul do Brasil. O Plano pretende beneficiar mais de 300 empresas do setor agroindustrial, envolvendo 34 mil postos de trabalho nas atividades industriais e 118.200 no segmento agrícola.

MERCANOTAS
Garantia de bons negócios!
Condições climáticas e câmbio afetam o desempenho das exportações

Para os fruticultores, 2006 está sendo um ano de desafios para garantir a rentabilidade, dólar abaixo dos anos anteriores, problemas climáticos, dificuldade de obter crédito entre outros fatores influenciaram no desempenho das exportações até o momento.

Alguns setores foram mais prejudicados como maçã, uva e papaia. Os pomicultores estão enfrentando dificuldades desde o ano passado devido ao clima no sul do país - principal região produtora - diminuindo a produção e consequentemente os embarques para o exterior, até maio foram exportadas 40,9 mil toneladas, 52% menor que o mesmo período do ano anterior.

Conforme o CEPEA, as adversidades climáticas no nordeste desde o início do ano prejudicaram a qualidade da uva local e limitaram as exportações. Outras regiões produtoras como Jales (SP), Pirapora (MG) e Paraná também tiveram problemas com a colheita neste ano devido a problemas climáticos.

Apesar do atual cenário algumas culturas estão conseguindo manter e/ou aumentar as vendas externas, é o caso da banana que cresceu 7% em volume e 23% em valor, o limão com 27% de crescimento em volume e 35% em valor e o melão que registrou 54 mil toneladas, 7% a mais que o mesmo período do ano anterior.

Fonte: SECEX/DATAFRUTA-IBRAF

Para visualizar tabela completa Clique Aqui!

Ponto de Vista
O espaço que faltava para você
expor suas idéias
Fruta tem que ser gostosa!

As frutas são o resultado de uma evolução que as levou, pelas cores, aromas, texturas e pelos sabores, a ser muito atrativas aos animais e, assim, torná-los dispersor das sementes contidas no seu interior. Nós também fomos atraídos. As características das frutas aguçam nosso sentido. Primeiro, fomos coletores e mais tarde, aprendemos a cultivá-las.

Outra esperteza evolutiva foi tornar, na maior parte dos casos, as frutas imaturas repulsivas. A cor é verde, o gosto é ácido, a polpa é dura e sem suco, taninos que amarram a boca. Sem sementes maduras, não interessa que haja consumo.

As frutas imaturas são repulsivas. Frutas maduras, com sementes prontas à dispersão, são atraentes e deliciosas. No mercado do século 21 quem não contraria esta regra, costuma se dar bem melhor. Os ótimos resultados de produtores, que oferecem frutas com boas características, mostram que este é o caminho a ser seguido.

A ânsia de obter maiores preços levam muitos produtores a colher frutos imaturos, antes da melhor época. Por uma menor oferta, pode-se receber uma remuneração melhor e há a ilusão de um grande ganho imediato. Mas como já foi dito, frutos imaturos são repulsivos e é fácil imaginar o sentimento de um consumidor que paga um alto preço por uma fruta, por estar antes da safra, e esta é azeda, sem sabor, seca, amarra a boca ou com qualquer outra característica do tipo. As conseqüências para o consumo são óbvias. Hoje, tem-se medo de comprar frutas azedas ou sem gosto: o abacaxi, o melão e a uva são as maiores vítimas. O desenvolvimento e a colocação de cultivares no mercado, levando-se em conta apenas a produtividade, a resistência pós-colheita e o aspecto externo, constantemente levam a uma redução de consumo. Temos bons exemplos disso no morango, na manga, nos pêssegos e no papaya. Há quem diga que o consumidor “compra com os olhos”. Realmente, o aspecto visual atraente pode levar a uma primeira aquisição da fruta já que, como não há marcas consolidadas no setor, não se tem outra referência. Mas quando a fruta é ruim ou sem graça na primeira mordida, não há mais o estímulo ao consumo e o pior é que sua presença na fruteira ou geladeira, até que murche ou estrague, tem um poder razoável de inibir uma próxima compra. E se a fruta não causou prazer e satisfação, o que vai levar o consumidor a comprá-la novamente?

Adotamos em nosso projeto “Manejo e logística da colheita e pós-colheita na produção integrada de frutas no Brasil” a linha deque as frutas da produção integrada, além de garantia de segurança do alimento, tenham características qualitativas superiores, como um teor alto de açúcar, acidez adequada, boa quantidade de suco, coloração e aspecto geral. Para isso, colheita no ponto adequado e produção em épocas e regiões aptas são fundamentais.

Outro ponto a ser considerado é que as campanhas de estímulo ao consumo de frutas andam levando bastante em conta os aspectos nutritivos e nutracêuticos do seu consumo. Propaga-se menor risco de câncer, doenças cardíacas, entre outros benefícios. Realmente, as frutas são ricas em vitaminas, fibras e antioxidantes. Mas frutas não são remédios; podem e devem ser alimentos deliciosos e causar grande satisfação. O que faz realmente as pessoas consumirem frutas é sabor e prazer. Esta é a melhor forma de aumentar o consumo de maneira definitiva. Se além disso tudo fizerem bem a saúde, melhor.

Gabriel Vicente Bitencourt de Almeida
Engenheiro agrônomo do Centro de Qualidade em Horticultura da Ceagesp e coordenador do projeto “Manejo e logística da colheita e pós-colheita na produção integrada de frutas no Brasil”; galmeida@ceagesp.gov.br; (11)-3643-3827.

Artigo publicado na Revista Frutas e Derivados - edição2. Conheça as demais matérias acessando www.ibraf.org.br

FLASH! Fique por dentro do que acontece no setor !
IBRAF e APAS promovem FLV 2006

Feira de produtos hortifruticulas aproxima produtores de compradores internacionais e debate formas de reduzir perdas

A Associação Paulista de Supermercados (APAS), em co-realização com o Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF), realiza a  3a Conferência e Feira de Flores, Frutas, Legumes e Verduras – FLV 2006,   nos dias 16, 17 e 18 de julho, no Expo Center Norte em São Paulo. A feira reúne expositores nacionais e internacionais em 2.300 metros quadrados de área de exposição. “A FLV 2006 é uma excelente oportunidade para integrar produtores e  compradores e promover negócios”, avalia Sussumu Honda, presidente da APAS. Durante os três dias do evento são esperados 10 mil visitantes, entre compradores, supermercadistas, atacadistas, varejistas, feirantes, importadores e exportadores de todo o País, interessados em conhecer as novidades do setor. Projeto Comprador Durante a feira, o IBRAF em parceria com a APEX – Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), realizará Rodadas de Negócios com compradores de redes varejistas ou atacadistas internacionais com o objetivo de proporcionar oportunidades de negócio para os fruticultores brasileiros. Participarão das rodadas 7 compradores dos seguintes países: Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra e Itália. Paralelamente a Rodada de Negócio serão desenvolvidas visitas técnicas, a produção, paking house, redes atacadistas e varejistas, para apresentar a estrutura da fruticultura brasileira e a qualidade dos nossos produtos. Para dar visibilidade internacional ao evento e divulgar a imagem das frutas brasileiras no exterior, o IBRAF convidou uma jornalista da revista espanhola Fruittoday.

LIVRO: Maravilhas do Brasil
Autor: Silvestre Silva

 
 

Frutas nativas da região amazônica, do cerrado, típicas do sertão nordestino, frutas exóticas que não parecem frutas Frutas nativas da região amazônica, do cerrado, típicas do sertão nordestino, frutas exóticas que não parecem frutas. Frutas raríssimas como a jabuticaba branca, frutas com nomes diferentes, como umbu, feijoa, sapoti, bacaba, bacupari, chichá, araçá, butiá, sapoti, mandacaru, kinkan e pequi se misturam às tradicionais carambola, castanha-do-brasil, guaraná, café, caqui, cacau, laranja, goiaba, todas registradas pelas lentes do talentoso fotógrafo e pesquisador Silvestre Silva, no livro Maravilhas do Brasil – Frutas (Wonders of Brazil – Fruits), publicado pela Escrituras Editora.

A obra mostra toda a beleza e o frescor de frutas de todas as formas e cores, para todos os paladares. O açaí, por exemplo, que é vendido a toneladas, todas as manhãs, na Feira do Açaí, em Belém do Pará. Delícias amazônicas que merecem destaque, como o bacuri, o buriti, o camu-camu -– mais rica em vitamina C do que a acerola -– o araçá-boi, o cupuaçu, o marimari, o guaraná, o pajurá, o maracujá-do-mato

Escrituras Editora
www.escrituras.com.br

 
Boas Vindas aos Novos Associados do IBRAF:

APPC - Importação e Exportação Ltda.

GeneScan do Brasil Ltda