| Fonte:
Secex. 2004 até julho/2004
A Cultura da Macieira foi introduzida no País
com o apoio do Governo Brasileiro, visando à
substituição das importações
da fruta. O gráfico acima mostra que nossos
produtores não só alcançaram
aquele objetivo, como também fizeram do Brasil
um país agora reconhecido como “exportador
de maçãs”. Desde 1999 (à
exceção de 2001), as operações
comerciais relativas a maçãs frescas
vêm apresentando saldos superavitários
na balança comercial.
O Brasil exportou maçãs frescas em 2002
para 31 países, em 2003 este número
passou para 33 e em 2004 chegou a 41 países
(fonte: sistema Alice, Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior). Com
a exploração de novos mercados, principalmente
na Ásia, com a ajuda dos recursos da APEX este
número tende a crescer anualmente ainda mais.
Ainda, ilustrando os resultados quantitativos
do projeto queremos deixar alguns artigos de imprensa:
1) Frutas
Embarques de
maçã crescem 61%
A maçã, quarta fruta mais exportada
pelo Brasil em 2003, superou as expectativas do setor
produtivo e atingiu embarque de 110 mil toneladas
até maio deste ano. O volume é 61,2%
maior que o registrado em igual período do
ano passado e supera em 43,8% o total exportado em
todo o ano de 2003, segundo a Associação
Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).
"O setor previa exportações de
120 mil toneladas este ano, mas graças à
maior demanda pela fruta na Europa nossa meta foi
revista para 130 mil toneladas", afirma Luiz
Borges, presidente da entidade. Em 2003, o setor enviou
ao mercado externo 78 mil toneladas. A receita, que
foi de US$ 37 milhões, deve alcançar
US$ 55 milhões este ano.
Além da safra recorde de maçã,
segundo Borges, o setor foi favorecido pela quebra
na safra da Europa - região que responde por
cerca de 90% das exportações brasileiras
da fruta. A pouca oferta da fruta desde o fim de 2003
permitiu ao Brasil elevar os embarques e obter preços
favoráveis no início do ano. A partir
de maio, a maçã brasileira concorre
com produto da África do Sul, Chile e Argentina.
O período mais favorável para as vendas
é de fevereiro a julho. "Mercados novos
também começam a ampliar a demanda,
como Malásia e Coréia do Sul",
diz Borges.
A gaúcha Agropecuária Schio, maior exportadora
de maçã do país, espera embarcar
este ano 27 mil toneladas de fruta, contra 20 mil
em 2003. "A carência da fruta na Europa
e os preços baixos no mercado interno impulsionaram
os embarques", afirma Luís Eduardo Schio
Júnior, diretor comercial da empresa, que espera
aumentar a produção em 33%, para 120
mil toneladas este ano.
Edson Batista de Melo, gerente de exportações
da catarinense Agroindustrial Perazzoli (Agropel),
diz que as exportações da empresa cresceram
150% em relação ao ano passado, atingindo
em torno de 23,3 mil toneladas. "A maçã
brasileira tem melhorado em tamanho e sabor, competindo
com as frutas do Chile e da África do Sul",
afirma Melo.
Os embarques de 2005 serão definidos pela qualidade
da safra 2004/05 da maçã, o que dependerá
de tempo frio no inverno e chuvas na primavera, época
de floração das árvores. "Até
agora o clima está perfeito para a cultura",
diz Borges. A perspectiva é que a produção
atinja 1,2 milhão de toneladas em 2005, contra
1,1 milhão este ano. O volume da safra colhida,
que se encerrou em maio, foi 58,5% maior que a de
2003. A ABPM estima para o setor
faturamento de R$ 1,15 bilhão
contra R$ 700 milhões no ano passado.
Fonte: Valor Econômico 08/06/04
Cibelle Bouças De São Paulo
2) Maçã
nacional em busca de novos mercados
09/6/2004
Por Priscila de Cássia Trindade
De acordo com dados da Associação Brasileira
de Produtores de Maçã (ABPM), nos primeiros
cinco meses de 2004, foram exportadas, cerca de 103
mil toneladas da fruta, que correspondem a US$ 50
mil. Em comparação com o mesmo período
do ano passado, o setor apresentou um crescimento
de 50% na sua comercialização internacional.
Segundo o presidente da ABPM, Luiz
Borges, o segmento obteve esse resultado em razão
à diminuição da safra européia.
"Tivemos esse acréscimo nas exportações
por problemas climáticos, que tornaram inferiores
a qualidade e a quantidade das frutas na Europa",
ressaltou a reportagem do NetMarinha.
Apesar da maçã nacional
ter como principal importador a União Européia,
que absorve 90% das exportações, o setor
fruticultor encontra dificuldades para ingressar em
mercados como Estados Unidos e China. Segundo Borges,
é difícil consolidar o produto nacional
nesses países por causa das inúmeras
exigências. "O mercado frutífero
está saturado e a única maneira de ganhar
espaço nessa área é derrubando
os países concorrentes", disse.
Para Borges, o setor encontra dificuldades de expansão
em razão das barreiras tributárias e
técnicas, mas admite que o principal entrave
para o aumento da comercialização internacional
advém das deficiências de infra-estrutura
dos portos e da demanda de contêineres refrigerados.
"Esses problemas atrasam nossas vendas e é
necessário muito jogo de cintura para driblá-los",afirmou.
Por meio de feiras internacionais e degustações,
a ABPM, pretende conquistar mercados como Coréia,
Malásia, Taiwan, Cingapura e Canadá.
"Acreditamos que, até junho deste ano,
exportemos 130 mil toneladas de maçã
brasileira", concluiu Luiz Borges.
3) Dobra a receita com
exportações de maçã no
primeiro semestre
Florianópolis - As exportações
brasileiras de maçã no primeiro semestre
deste ano atingiram 145,3 mil toneladas, com receita
de US$ 69 milhões. O resultado corresponde
a quase o dobro do recorde histórico do segmento,
que fora de 76,5 mil toneladas no ano passado, com
receita de US$ 37,8 milhões. É também
mais que o dobro do que esperava a Associação
Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM),
que previa para este ano embarque de 70 mil toneladas.
O crescimento da exportação resultou
em superávit de US$ 62,2 milhões na
balança comercial da fruta no acumulado até
junho, período que concentra a quase totalidade
dos embarques, por ser época de entressafra
na Europa, principal comprador do produto brasileiro.
Fonte: Gazeta Mercantil
4) As exportações
brasileiras de maçã vão atingir
150 mil toneladas em 2004, o dobro das 76 mil toneladas
embarcadas no ano passado, de acordo com a Associação
Brasileira de Produtores de Maçã, com
sede em Fraiburgo (SC). As vendas - 90% delas destinadas
à Europa - renderão US$ 70 milhões.
O volume exportado representará
cerca de 15% da safra da temporada, que superará
até a previsão otimista de 1 milhão
de toneladas. "Deve ficar entre 1,030 milhão
e 1,050 milhão", diz Luiz Borges Junior,
presidente da associação.
A fraca safra européia da
fruta favorece as exportações do País,
segundo Borges. A Europa utiliza um sistema de salvaguardas
que permite a entrada de 630 mil toneladas do produto
vindas de países do Hemisfério Sul -
onde, além do Brasil, ficam grandes produtores,
como Argentina, Chile, Nova Zelândia, Austrália
e África do Sul.
Acima desta tonelagem, a fruta fica
sujeita a uma sobretaxa de 11,7%. Mas a baixa oferta
local fez os europeus abrirem uma exceção.
"Até 7 de agosto já entraram 850
mil toneladas do Hemisfério Sul, o que abriu
mais espaço para nós", diz o presidente
da ABPM. "E já deu para perceber que a
safra dos europeus no ano que vem será fraca,
eles até já elevaram o limite das salvaguardas
de 2005 para 730 mil toneladas."
Apesar das boas condições
do mercado internacional, os macieiros não
encontram facilidade para embarcar as frutas. Enfrentam
os mesmos problemas dos demais exportadores: más
condições das rodovias, portos saturados
e falta de contêineres e navios disponíveis.
"Como o Brasil importa pouco, acabamos tendo
de pagar frete duplo, porque o contêiner vem
vazio da Europa",afirma Borges.
Ele diz que os produtores nacionais
também estão em busca de novos mercados,
principalmente na Ásia. Os mais promissores
são Hong Kong, Cingapura, Malásia, Coréia
do Sul e Taiwan. Os agricultores também promovem
excursões para divulgar a maçã
brasileira. Neste ano o alvo foram os países
escandinavos e ação semelhante está
programada para acontecer na Alemanha em 2005. "Como
quase todas as frutas, a maçã é
hoje um produto superofertado no mundo", diz
o executivo. "Para ocupar mais espaço
é necessário excluir um concorrente,
o que só se consegue mostrando ter mais qualidade.”
•
Fonte: Diário do Comércio
e Indústria 16/08/04
5) 19/10/2004
: Maçã passará a ser a fruta
mais exportada pelo Brasil
18/10- 16:47
A maçã é a fruta
que mais deve gerar receitas com exportações
para o Brasil este ano. As projeções
do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) indicam
que a maçã vai passar do quarto lugar
para o primeiro no ranking de frutos exportados pelo
país. Os produtores de maçã faturaram
US$ 72,5 milhões com vendas externas até
o mês de setembro, o que poderá fazer
a fruta ultrapassar a manga, a uva e o melão
em receitas com comércio exterior.
No ano passado, a manga foi o fruto
mais exportado pelo país, seguido pela uva
e o melão. "Algumas destas frutas tiveram
problemas com o excesso de chuvas e a maçã
teve um desempenho brilhante na exportação",
diz o gerente de exportação do Ibraf,
Maurício de Sá Ferraz.
As exportações de manga,
por exemplo, não devem atingir os mesmos US$
73 milhões do ano passado. Já as vendas
internacionais de maçã cresceram 91%
até setembro deste ano em faturamento. Em volume,
as exportações dobraram e atingiram
1! 52,2 mil toneladas. Como a colheita ocorre entre
os meses de janeiro e maio, as vendas normalmente
estão concluídas até agosto.
O aumento da comercialização
externa ocorreu devido a um expressivo crescimento
da produção e também à
queda de safra enfrentada pela Europa no ano passado.
Foram colhidas 989,9 mil toneladas de maçã
nos pomares brasileiros este ano, contra 701 mil no
ano passado. A Europa comprou cerca de 90% das maçãs
exportadas pelo país este ano, o que foi facilitado
pela queda de preço decorrente da boa safra
no Hemisfério Sul.
A tonelada foi vendida por uma média
de US$ 450, entre 5% a 10% menor que no ano anterior.
O preço médio histórico da tonelada
de maçã é de US$ 500.
De acordo com o vice-presidente da
Associação Brasileira de Produtores
de Maçã (ABPM), Laor Alves, os produtores
brasileiros também investiram em novas tecnologias,
práticas de cultivo, defesa fitossanitária
e fertilização para melhorar a produtividade
e a qualidade do! s produtos e ter acesso ao mercado
internacional. "Dois terços do aumento
de produção ocorreu devido ao crescimento
da produtividade", diz Alves. As condições
climáticas favoreceram a produção.
Até o mês de setembro,
a maçã já respondia por cerca
de 30% das receitas do Brasil com exportações
de frutas, conforme dados do Ibraf. O país
faturou US$ 228,5 milhões com vendas internacionais
do setor nos nove primeiros meses do ano. Foram vendidas
570 mil toneladas de frutas brasileiras ao exterior
até setembro.
Pólos de maçã
A maçã normalmente
precisa de frio para se desenvolver bem. Exatamente
por isso, os dois maiores estados produtores são
Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde as temperaturas
são mais baixas no inverno. Santa Catarina
é o maior pólo, com 532 mil toneladas
produzidas na última safra, e o Rio Grande
do Sul é o segundo, com 409 mil.
Os dois estados abrigam as duas maiores
cidades produtoras: Fraiburgo, em Santa Catarina,
e Vacaria, no Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente
da Associação ! Gaúcha dos Produtores
de Maçã (Agapomi), Blaise de Laurens
Castelet, a fruta precisa de 800 horas a mil horas
de temperatura abaixo de sete graus, no inverno, para
brotar bem. Os tipos de maçãs mais produzidos
no país são a gala, de origem inglesa,
e a Fuji, japonesa.
O estado do Rio Grande do Sul aumentou
expressivamente a sua produção de maçã
este ano. Os dados da Agapomi mostram que a colheita
atingiu 408 mil toneladas contra 310 mil do ano passado.
As exportações quase dobraram, saltando
de 66 mil toneladas para 35 mil toneladas. Para 2005,
os gaúchos esperam exportam 100 mil toneladas
de maçã, de acordo com Castelet.
O desempenho das exportações brasileiras
de maçã em 2005, porém, ainda
vai depender de vários fatores, como a safra
européia e o clima.
Neste ano, a União Européia incorporou
um novo sócio, a Polônia, grande produtora
de maçãs, o que deve acirrar a concorrência
para os brasileiros na região. O vice-presidente
da ABPM diz que ainda é cedo para projeções,
mas acredita que tanto a safra, quanto as exportações,
possam ter uma pequena queda em 2005.
Fonte: ANBA
6) Publicação
Gazeta Mercantil: 27/10/3004
Exportações
de Maçãs Dobram e Atingem
Novo recorde histórico
São Paulo, 27 de Outubro de 2004 - Os produtores
brasileiros de maçã devem colher neste
ano o melhor resultado de sua história. O volume
- e as receitas - com exportações dobraram
neste ano, na comparação com o anterior,
e o consumo per capita deve crescer pela primeira
vez desde 2002.
Neste ano, o Brasil exportou 152,77 mil toneladas,
o dobro das 76,18 mil toneladas embarcadas em 2003.
Em receita, o total chegou a US$ 68,8 milhões.
As exportações ocorrem entre janeiro
e junho, pico de compras da Europa, maior cliente
brasileiro e responsável por quase 90% do exportado
pelo País.
"As vendas cresceram e tomamos da Argentina o
posto de quarto maior exportador mundial", diz
Pierre Pérès, presidente da Associação
Brasileira dos Produtores de Maçãs.
Para 2005, as exportações podem chegar
a 170 mil toneladas.
O "boom" das exportações só
foi possível graças à quebra
da safra européia e a uma lenta, porém
sólida migração do consumo para
variedades de maior valor agregado. "Os europeus
estão diminuindo o consumo da variedade red
delicious e aumentando as compras da gala", diz
Pérès. A gala é de tamanho menor
e, ao contrário da red delicious, não
tem textura farinhosa. "A textura farinhosa afasta
o consumidor". Em 2004 a Europa, que historicamente
importa 700 mil toneladas de maçãs por
ano, elevou as compras em 30%, para 900 mil toneladas.
A previsão de crescimento da economia brasileira
está animando os produtores. "O consumo
é sensível ao desempenho da economia.
Quando a economia cresce, o consumo vai atrás",
diz Pérès. Índice da maçã
O consumo brasileiro, que durante anos ficou estável
em 3 quilos por habitante, subiu para 5,5 quilos um
ano após a implantação do Plano
Real. Seguindo a mesma lógica, no ano da desvalorização
do câmbio, em 1999, o consumo recuou para 5
quilos. "Acompanhar o consumo de maçã
é uma maneira interessante de se medir a temperatura
da economia", diz Arival Pioli, diretor da Fischer
Fraiburgo, maior produtora e exportadora de maçãs
do País.
Com a recuperação da economia neste
ano, prevê-se que o consumo volte a 5,5 quilos
por habitante. "Se a economia continuar crescendo,
em três anos o consumo poderá alcançar
7 quilos", diz Pioli. "A recomendação
de médicos nos EUA é de que o primeiro
líquido que o bebê deve ingerir quando
seca o leite materno é o suco de maçã",
afirma. "Os brasileiros precisam investir no
marketing da fruta".
Uma das iniciativas para aumentar o consumo é
uma parceria com o McDonald’s, por meio da qual,
desde outubro, a maçã foi incluída
em definitivo no cardápio do McLanche Feliz,
voltado para o público infantil. "Desenvolvemos
o novo cardápio com aval da Sociedade Paulista
de Pediatria. Gostamos tanto que ampliamos para a
refeição de nossos 30 mil funcionários",
diz Daniel Arantes, diretor de marketing do McDonald’s.
Fonte: (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados
- Pág. 12 - Lucia Kassai)
7) MAÇÃ
Produtores Catarinenses de Maçã têm
Boas Razões para Comemorar.
As exportações da fruta dobraram este
ano, atingindo um volume de 152 mil toneladas, e um
faturamento que beirou os US$ 70 milhões. As
boas notícias chegam também do mercado
interno, onde a maçã registrou crescimento
significativo no consumo anual per capita, que em
poucos anos passou de 3 quilos para 5,5 quilos.
Fonte: Diário Catarinense 02/11/04
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