Apresentação do Projeto
Histórico do Projeto
Instituições integrantes do Projeto
Especificações do program para 2003 à 2004
Agenda de eventos relacionados ao Projeto
Informações para os Consumidores em Geral
Informações para o Trade
Sites relacionados ao Projeto
Mapa do Site
Área restrita aos administradores do Projeto
 
Notícias
Procura
Informativos
cadastre-se!

Fale Conosco! t


Copyright © 2001 - IBRAF
Atualizada em: 10/2/2012

 

 

 

Home Relatórios Promoções Setoriais
Promoção Maçã 2003 - 2004 - 4ª PARCELA

Alemanha

O mercado alemão é comprador e de certa forma já tradicional aos exportadores brasileiros de maçã, porém com um enorme potencial ainda a ser explorado, e, por isto o País foi eleito como alvo de nossas ações promocionais.


O trabalho foi realizado nas cidades de Berlim, Hamburgo, Colônia e Munique.

O resultados foram satisfatórios, e inclusive, é intenção dos exportadores brasileiros prosseguir com ações sistemáticas na Alemanha.


Objetivo

O objetivo foi trabalhar em quatro regiões grandes e importantes do país alvo, buscando a popularização da maçã brasileira, promovendo a marca Brazilian Apples, apresentando as vantagens de se consumir a nossa fruta, convidar o consumidor alemão a degustar nossa maçã através de promotor devidamente treinado para, inclusive, satisfazer as eventuais dúvidas de clientes, e, ainda, alavancar as vendas, e fazer uma pequena pesquisa qualitativa detectando as preferências daquele consumidor.


Período

O período da ação foi de 17 a 29 de maio de 2004. Os dias de trabalho na semana foram de segunda-feira à sábado.


Ações de marketing

Foram trabalhadas ações de degustação em supermercados, comunicação promocional e divulgação da marca Brazilian Apples.


Ademais, realizamos uma promoção com cupom, onde os consumidores alemães concorriam a 28 camisetas da Seleção Brasileira de Futebol e uma viagem ao Rio de Janeiro com acompanhante.


O slogan da promoção foi:

„Mit Äpfeln aus Brasilien nach Rio“


Materiais Promocionais

Foram desenvolvidos os seguintes materiais, todos eles vinculando a idéia de Brasil, e/ou maçã brasileira e onde também foi inserido o logo da Apex Brasil:

    • Balcão de degustação;
    • Flyer promocional;
    • Cartazete;
    • Móbile;
    • Urna;
    • Adesivo de chão;
    • Anúncio em jornal da loja;
    • Display de gôndola;
    • Uniforme do promotor:
      • Avental;
      • Camiseta.

Local da Promoção

Foram trabalhadas 28 lojas da rede Kaufland, em Berlim, Hamburgo, Munique e Colônia.

A Kaufland é a rede de supermercado líder na Alemanha. Possui mais de 500 supermercados com área de vendas entre 2.500 e 12.000 m2.


Os clientes da Kaufland escolhem mês a mês seu supermercado favorito, o que acaba se revertendo na oferta de produtos e serviços da melhor qualidade.


A instalação do balcão e atuação do promotor se deu na área de FLVs de cada uma das 28 lojas trabalhadas.


Resultados – Análise Quantitativa

As exportações brasileiras de maçãs para a Alemanha faturaram no ano de 2003 US$ 3.313.044,00 com um volume exportado de 6.253.515 Kg. Neste ano, as exportações foram de US$ 7.535.294,00 com uma remessa total de 15.226.278 Kg. O potencial que estimávamos para a Alemanha vem se confirmando, e nossas ações de marketing naquele mercado vem catalisando este crescimento.

(Maçãs vendidas (Kg) durante a primeira semana da promoção).

(Maçãs vendidas (Kg) durante a segunda semana da promoção).

 
Imagens da Promoção


Resultados Quantitativos

Os resultados quantitativos provenientes do projeto, somados aos demais esforços dos exportadores brasileiros de maçã estão bastante salientes, no gráfico abaixo:


Exportações Brasileiras de Maçãs Frescas – 1993 a 2004
Volume (t) e Faturamento (mil US$)

Houve um crescimento vertiginoso das exportações nos últimos dois anos, rendendo ao País dividas na ordem de US$ 76 milhões. A maçã brasileira agrada, por seu sabor os consumidores estrangeiros, que repetem a experiência, e as redes varejistas, com isto, aumenta suas compras. As ações de marketing promovidas com o apoio da APEX catalisam este processo informativo, e o aumento extravagante de nossas exportações em 2004, certamente tem reflexo destas ações.

O número de novos exportadores não é tão grande quanto o volume, mas esta é uma característica do Setor da Maçã no Brasil. O que ocorre é que pequenos produtores, e aí sim o número cresceu estrondosamente, entregam sua fruta para as grandes e médias agroindústrias, que beneficiam o produto e utilizam sua estrutura de comércio exterior na venda. Isto incrementa a receita da agroindústria e a renda do pequeno produtor, já que, a rentabilidade da maçã exportada fica na casa dos 63% enquanto que da maçã comercializada no Brasil fica em 4%. Isto estimula as empresas e pequenos produtores do Setor a melhorar os investimentos, contratar mais e melhor e incrementar e expandirem as compras. A família do pequeno produtor ganhando mais, e as empresas contratando mais e melhor (o que subentende maior salário) concorrem para o aquecimento do comércio local.

Em estudo recente realizado pela Associação Brasileira de Produtores de Maçã, juntamente com acadêmicos e profissionais ligado a recursos humanos, levantamos os números seguintes tangentes a geração de empregos pela indústria da maçã:


Maçã: Empregos Diretos Gerados

O Setor da Maçã atingiu o amadurecimento, e vem, portanto, racionalizando seu crescimento em termos de área plantada. Os maiores avanços no já bom nível de empregos diretos gerados certamente serão, no futuro, reflexo do aumento do volume de nossas exportações.

Estima-se que o número indireto de empregos gerados pelo Setor esteja na faixa de 85.000 (oitenta e cinco mil). Portanto, somando empregos diretos e indiretos a indústria da maçã somaria 135.000 empregos.

A Safra 2003/2004 registrou recorde de produção e de exportação de maçãs no Brasil:


Produção Brasileira de Maçã – Safra 2003/2004


Destino Produção Safra 2003/04

No ano de 2004 o volume de remessas ao exterior ultrapassou o dobro do que se exportou em 2003. O crescimento das exportações é tendência que se observa mais intensamente desde 1999 (à exceção do ano de 2001, que experimentou quebra significativa da safra). Tudo isto reflete a cultura exportadora assumida pelo Setor da Maçã.


Como a cultura da maçã é recente no País, nossos produtores já iniciaram a implantação de pomares a partir de variedades modernas. Além disso, a organização do Setor tornou possível o acompanhamento e assimilação das novas tecnologias descobertas no Hemisfério Norte, e, mesmo no Brasil, já que a importância econômica da maçã fez com que a atividade de pesquisa nacional voltada à macieira se desenvolvesse e contribuísse para com o avanço do Setor.


Ademais, a esmagadora maioria dos exportadores está sintonizada com as demandas do mercado, praticando a reconversão de pomares para variedades ainda mais modernas e os protocolos de certificação exigidos pelos principais países compradores.

O Setor da Maçã, portanto, está ambientalizado com o comércio externo e vem assimilando as condições necessárias para seguir ganhando terreno no mercado internacional, gerando impreterivelmente com isto, mais riqueza e empregos para este País.


A Balança Comercial da Maçã

Saldo: Exportações (-) Importações brasileiras de maçã
1993 a 2004 (em milhões de US$)

Fonte: Secex. 2004 até julho/2004


A Cultura da Macieira foi introduzida no País com o apoio do Governo Brasileiro, visando à substituição das importações da fruta. O gráfico acima mostra que nossos produtores não só alcançaram aquele objetivo, como também fizeram do Brasil um país agora reconhecido como “exportador de maçãs”. Desde 1999 (à exceção de 2001), as operações comerciais relativas a maçãs frescas vêm apresentando saldos superavitários na balança comercial.


O Brasil exportou maçãs frescas em 2002 para 31 países, em 2003 este número passou para 33 e em 2004 chegou a 41 países (fonte: sistema Alice, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Com a exploração de novos mercados, principalmente na Ásia, com a ajuda dos recursos da APEX este número tende a crescer anualmente ainda mais.

Ainda, ilustrando os resultados quantitativos do projeto queremos deixar alguns artigos de imprensa:

1) Frutas

Embarques de maçã crescem 61%


A maçã, quarta fruta mais exportada pelo Brasil em 2003, superou as expectativas do setor produtivo e atingiu embarque de 110 mil toneladas até maio deste ano. O volume é 61,2% maior que o registrado em igual período do ano passado e supera em 43,8% o total exportado em todo o ano de 2003, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).


"O setor previa exportações de 120 mil toneladas este ano, mas graças à maior demanda pela fruta na Europa nossa meta foi revista para 130 mil toneladas", afirma Luiz Borges, presidente da entidade. Em 2003, o setor enviou ao mercado externo 78 mil toneladas. A receita, que foi de US$ 37 milhões, deve alcançar US$ 55 milhões este ano.


Além da safra recorde de maçã, segundo Borges, o setor foi favorecido pela quebra na safra da Europa - região que responde por cerca de 90% das exportações brasileiras da fruta. A pouca oferta da fruta desde o fim de 2003 permitiu ao Brasil elevar os embarques e obter preços favoráveis no início do ano. A partir de maio, a maçã brasileira concorre com produto da África do Sul, Chile e Argentina. O período mais favorável para as vendas é de fevereiro a julho. "Mercados novos também começam a ampliar a demanda, como Malásia e Coréia do Sul", diz Borges.


A gaúcha Agropecuária Schio, maior exportadora de maçã do país, espera embarcar este ano 27 mil toneladas de fruta, contra 20 mil em 2003. "A carência da fruta na Europa e os preços baixos no mercado interno impulsionaram os embarques", afirma Luís Eduardo Schio Júnior, diretor comercial da empresa, que espera aumentar a produção em 33%, para 120 mil toneladas este ano.
Edson Batista de Melo, gerente de exportações da catarinense Agroindustrial Perazzoli (Agropel), diz que as exportações da empresa cresceram 150% em relação ao ano passado, atingindo em torno de 23,3 mil toneladas. "A maçã brasileira tem melhorado em tamanho e sabor, competindo com as frutas do Chile e da África do Sul", afirma Melo.


Os embarques de 2005 serão definidos pela qualidade da safra 2004/05 da maçã, o que dependerá de tempo frio no inverno e chuvas na primavera, época de floração das árvores. "Até agora o clima está perfeito para a cultura", diz Borges. A perspectiva é que a produção atinja 1,2 milhão de toneladas em 2005, contra 1,1 milhão este ano. O volume da safra colhida, que se encerrou em maio, foi 58,5% maior que a de 2003. A ABPM estima para o setor

faturamento de R$ 1,15 bilhão contra R$ 700 milhões no ano passado.
Fonte: Valor Econômico 08/06/04
Cibelle Bouças De São Paulo

2) Maçã nacional em busca de novos mercados

09/6/2004
Por Priscila de Cássia Trindade


De acordo com dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), nos primeiros cinco meses de 2004, foram exportadas, cerca de 103 mil toneladas da fruta, que correspondem a US$ 50 mil. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o setor apresentou um crescimento de 50% na sua comercialização internacional.

Segundo o presidente da ABPM, Luiz Borges, o segmento obteve esse resultado em razão à diminuição da safra européia. "Tivemos esse acréscimo nas exportações por problemas climáticos, que tornaram inferiores a qualidade e a quantidade das frutas na Europa", ressaltou a reportagem do NetMarinha.

Apesar da maçã nacional ter como principal importador a União Européia, que absorve 90% das exportações, o setor fruticultor encontra dificuldades para ingressar em mercados como Estados Unidos e China. Segundo Borges, é difícil consolidar o produto nacional nesses países por causa das inúmeras exigências. "O mercado frutífero está saturado e a única maneira de ganhar espaço nessa área é derrubando os países concorrentes", disse.


Para Borges, o setor encontra dificuldades de expansão em razão das barreiras tributárias e técnicas, mas admite que o principal entrave para o aumento da comercialização internacional advém das deficiências de infra-estrutura dos portos e da demanda de contêineres refrigerados. "Esses problemas atrasam nossas vendas e é necessário muito jogo de cintura para driblá-los",afirmou.


Por meio de feiras internacionais e degustações, a ABPM, pretende conquistar mercados como Coréia, Malásia, Taiwan, Cingapura e Canadá. "Acreditamos que, até junho deste ano, exportemos 130 mil toneladas de maçã brasileira", concluiu Luiz Borges.


3) Dobra a receita com exportações de maçã no primeiro semestre

Florianópolis - As exportações brasileiras de maçã no primeiro semestre deste ano atingiram 145,3 mil toneladas, com receita de US$ 69 milhões. O resultado corresponde a quase o dobro do recorde histórico do segmento, que fora de 76,5 mil toneladas no ano passado, com receita de US$ 37,8 milhões. É também mais que o dobro do que esperava a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), que previa para este ano embarque de 70 mil toneladas. O crescimento da exportação resultou em superávit de US$ 62,2 milhões na balança comercial da fruta no acumulado até junho, período que concentra a quase totalidade dos embarques, por ser época de entressafra na Europa, principal comprador do produto brasileiro.

Fonte: Gazeta Mercantil


4) As exportações brasileiras de maçã vão atingir 150 mil toneladas em 2004, o dobro das 76 mil toneladas embarcadas no ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã, com sede em Fraiburgo (SC). As vendas - 90% delas destinadas à Europa - renderão US$ 70 milhões.

O volume exportado representará cerca de 15% da safra da temporada, que superará até a previsão otimista de 1 milhão de toneladas. "Deve ficar entre 1,030 milhão e 1,050 milhão", diz Luiz Borges Junior, presidente da associação.

A fraca safra européia da fruta favorece as exportações do País, segundo Borges. A Europa utiliza um sistema de salvaguardas que permite a entrada de 630 mil toneladas do produto vindas de países do Hemisfério Sul - onde, além do Brasil, ficam grandes produtores, como Argentina, Chile, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul.

Acima desta tonelagem, a fruta fica sujeita a uma sobretaxa de 11,7%. Mas a baixa oferta local fez os europeus abrirem uma exceção. "Até 7 de agosto já entraram 850 mil toneladas do Hemisfério Sul, o que abriu mais espaço para nós", diz o presidente da ABPM. "E já deu para perceber que a safra dos europeus no ano que vem será fraca, eles até já elevaram o limite das salvaguardas de 2005 para 730 mil toneladas."

Apesar das boas condições do mercado internacional, os macieiros não encontram facilidade para embarcar as frutas. Enfrentam os mesmos problemas dos demais exportadores: más condições das rodovias, portos saturados e falta de contêineres e navios disponíveis. "Como o Brasil importa pouco, acabamos tendo de pagar frete duplo, porque o contêiner vem vazio da Europa",afirma Borges.

Ele diz que os produtores nacionais também estão em busca de novos mercados, principalmente na Ásia. Os mais promissores são Hong Kong, Cingapura, Malásia, Coréia do Sul e Taiwan. Os agricultores também promovem excursões para divulgar a maçã brasileira. Neste ano o alvo foram os países escandinavos e ação semelhante está programada para acontecer na Alemanha em 2005. "Como quase todas as frutas, a maçã é hoje um produto superofertado no mundo", diz o executivo. "Para ocupar mais espaço é necessário excluir um concorrente, o que só se consegue mostrando ter mais qualidade.” •

Fonte: Diário do Comércio e Indústria 16/08/04

5) 19/10/2004 : Maçã passará a ser a fruta mais exportada pelo Brasil
18/10- 16:47

A maçã é a fruta que mais deve gerar receitas com exportações para o Brasil este ano. As projeções do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) indicam que a maçã vai passar do quarto lugar para o primeiro no ranking de frutos exportados pelo país. Os produtores de maçã faturaram US$ 72,5 milhões com vendas externas até o mês de setembro, o que poderá fazer a fruta ultrapassar a manga, a uva e o melão em receitas com comércio exterior.

No ano passado, a manga foi o fruto mais exportado pelo país, seguido pela uva e o melão. "Algumas destas frutas tiveram problemas com o excesso de chuvas e a maçã teve um desempenho brilhante na exportação", diz o gerente de exportação do Ibraf, Maurício de Sá Ferraz.

As exportações de manga, por exemplo, não devem atingir os mesmos US$ 73 milhões do ano passado. Já as vendas internacionais de maçã cresceram 91% até setembro deste ano em faturamento. Em volume, as exportações dobraram e atingiram 1! 52,2 mil toneladas. Como a colheita ocorre entre os meses de janeiro e maio, as vendas normalmente estão concluídas até agosto.

O aumento da comercialização externa ocorreu devido a um expressivo crescimento da produção e também à queda de safra enfrentada pela Europa no ano passado. Foram colhidas 989,9 mil toneladas de maçã nos pomares brasileiros este ano, contra 701 mil no ano passado. A Europa comprou cerca de 90% das maçãs exportadas pelo país este ano, o que foi facilitado pela queda de preço decorrente da boa safra no Hemisfério Sul.

A tonelada foi vendida por uma média de US$ 450, entre 5% a 10% menor que no ano anterior. O preço médio histórico da tonelada de maçã é de US$ 500.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Laor Alves, os produtores brasileiros também investiram em novas tecnologias, práticas de cultivo, defesa fitossanitária e fertilização para melhorar a produtividade e a qualidade do! s produtos e ter acesso ao mercado internacional. "Dois terços do aumento de produção ocorreu devido ao crescimento da produtividade", diz Alves. As condições climáticas favoreceram a produção.

Até o mês de setembro, a maçã já respondia por cerca de 30% das receitas do Brasil com exportações de frutas, conforme dados do Ibraf. O país faturou US$ 228,5 milhões com vendas internacionais do setor nos nove primeiros meses do ano. Foram vendidas 570 mil toneladas de frutas brasileiras ao exterior até setembro.

Pólos de maçã

A maçã normalmente precisa de frio para se desenvolver bem. Exatamente por isso, os dois maiores estados produtores são Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde as temperaturas são mais baixas no inverno. Santa Catarina é o maior pólo, com 532 mil toneladas produzidas na última safra, e o Rio Grande do Sul é o segundo, com 409 mil.

Os dois estados abrigam as duas maiores cidades produtoras: Fraiburgo, em Santa Catarina, e Vacaria, no Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente da Associação ! Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi), Blaise de Laurens Castelet, a fruta precisa de 800 horas a mil horas de temperatura abaixo de sete graus, no inverno, para brotar bem. Os tipos de maçãs mais produzidos no país são a gala, de origem inglesa, e a Fuji, japonesa.

O estado do Rio Grande do Sul aumentou expressivamente a sua produção de maçã este ano. Os dados da Agapomi mostram que a colheita atingiu 408 mil toneladas contra 310 mil do ano passado. As exportações quase dobraram, saltando de 66 mil toneladas para 35 mil toneladas. Para 2005, os gaúchos esperam exportam 100 mil toneladas de maçã, de acordo com Castelet.


O desempenho das exportações brasileiras de maçã em 2005, porém, ainda vai depender de vários fatores, como a safra européia e o clima.


Neste ano, a União Européia incorporou um novo sócio, a Polônia, grande produtora de maçãs, o que deve acirrar a concorrência para os brasileiros na região. O vice-presidente da ABPM diz que ainda é cedo para projeções, mas acredita que tanto a safra, quanto as exportações, possam ter uma pequena queda em 2005.

Fonte: ANBA

6) Publicação Gazeta Mercantil: 27/10/3004

Exportações de Maçãs Dobram e Atingem
Novo recorde histórico


São Paulo, 27 de Outubro de 2004 - Os produtores brasileiros de maçã devem colher neste ano o melhor resultado de sua história. O volume - e as receitas - com exportações dobraram neste ano, na comparação com o anterior, e o consumo per capita deve crescer pela primeira vez desde 2002.
Neste ano, o Brasil exportou 152,77 mil toneladas, o dobro das 76,18 mil toneladas embarcadas em 2003. Em receita, o total chegou a US$ 68,8 milhões. As exportações ocorrem entre janeiro e junho, pico de compras da Europa, maior cliente brasileiro e responsável por quase 90% do exportado pelo País.
"As vendas cresceram e tomamos da Argentina o posto de quarto maior exportador mundial", diz Pierre Pérès, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Maçãs. Para 2005, as exportações podem chegar a 170 mil toneladas.
O "boom" das exportações só foi possível graças à quebra da safra européia e a uma lenta, porém sólida migração do consumo para variedades de maior valor agregado. "Os europeus estão diminuindo o consumo da variedade red delicious e aumentando as compras da gala", diz Pérès. A gala é de tamanho menor e, ao contrário da red delicious, não tem textura farinhosa. "A textura farinhosa afasta o consumidor". Em 2004 a Europa, que historicamente importa 700 mil toneladas de maçãs por ano, elevou as compras em 30%, para 900 mil toneladas.
A previsão de crescimento da economia brasileira está animando os produtores. "O consumo é sensível ao desempenho da economia. Quando a economia cresce, o consumo vai atrás", diz Pérès. Índice da maçã
O consumo brasileiro, que durante anos ficou estável em 3 quilos por habitante, subiu para 5,5 quilos um ano após a implantação do Plano Real. Seguindo a mesma lógica, no ano da desvalorização do câmbio, em 1999, o consumo recuou para 5 quilos. "Acompanhar o consumo de maçã é uma maneira interessante de se medir a temperatura da economia", diz Arival Pioli, diretor da Fischer Fraiburgo, maior produtora e exportadora de maçãs do País.
Com a recuperação da economia neste ano, prevê-se que o consumo volte a 5,5 quilos por habitante. "Se a economia continuar crescendo, em três anos o consumo poderá alcançar 7 quilos", diz Pioli. "A recomendação de médicos nos EUA é de que o primeiro líquido que o bebê deve ingerir quando seca o leite materno é o suco de maçã", afirma. "Os brasileiros precisam investir no marketing da fruta".
Uma das iniciativas para aumentar o consumo é uma parceria com o McDonald’s, por meio da qual, desde outubro, a maçã foi incluída em definitivo no cardápio do McLanche Feliz, voltado para o público infantil. "Desenvolvemos o novo cardápio com aval da Sociedade Paulista de Pediatria. Gostamos tanto que ampliamos para a refeição de nossos 30 mil funcionários", diz Daniel Arantes, diretor de marketing do McDonald’s.
Fonte: (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12 - Lucia Kassai)

7) MAÇÃ

Produtores Catarinenses de Maçã têm Boas Razões para Comemorar.


As exportações da fruta dobraram este ano, atingindo um volume de 152 mil toneladas, e um faturamento que beirou os US$ 70 milhões. As boas notícias chegam também do mercado interno, onde a maçã registrou crescimento significativo no consumo anual per capita, que em poucos anos passou de 3 quilos para 5,5 quilos.

Fonte: Diário Catarinense 02/11/04